Lava Jato mira ex-ministro Delfim Netto e estima que ele recebeu R$ 15 mi em propina por Belo Monte

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O ex-ministro da Fazenda e ex-deputado federal Antônio Delfim Netto, 89, é alvo da 49ª fase da Operação Lava Jato, realizada nesta sexta-feira. Segundo a força-tarefa do MPF (Ministério Público Federal), ele é suspeito de receber 10% da propina direcionada ao MDB e ao PT pela construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, do consórcio Norte Energia.

Batizada de "Buona Fortuna", a nova etapa investiga pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos e políticos pelo consórcio de empreiteiras envolvido na construção da usina. A residência de Delfim, em São Paulo, foi um dos endereços envolvidos nos dez mandados de busca e apreensão, expedidos pelo juiz federal Sergio Moro. Sobrinho do ex-ministro, o empresário Luiz Appolonio Neto também é um dos alvos da ação.

"As provas indicam que o ex-ministro recebeu 10% do percentual pago pelas construtoras a título de vantagens indevidas, enquanto o restante da propina foi dividido entre o MDB e o PT, no patamar de 45% para cada partido", diz a Lava Jato. A Lava Jato estima que os pagamentos a Delfim possam chegar a R$ 15 milhões.

O juiz Sergio Moro ainda bloqueou R$ 4,4 milhões de valores e bens de Delfim.

Os advogados de Delfim afirmam que os valores foram pagos por "honorários por consultoria prestada", sem, no entanto, precisar o montante recebido.

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