França multicultural se une pelo bi: 'Seleção representa a diversidade'

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Blaise Matuidi tem 31 anos e nasceu em Toulouse, na França. Mas é filho de angolanos e poderia defender a seleção de Angola se assim quisesse. É apenas um dos exemplos no grupo em que 19 dos 23 jogadores ou são nascidos em outros países ou têm ligações familiares próximas a outras nações.

Paul Pogba tem pais com origens da Guiné, Kanté, Sidibé e Dembelé, do Mali, Umtiti nasceu em Camarões e Mandanda veio do Congo... A mistura cultural dos filhos de imigrantes e naturalizados é motivo de orgulho para Matuidi.

"França representa a diversidade. É um país maravilhoso. Os franceses estão orgulhosos de como está formada essa equipe, sua diversidade e sua beleza", afirmou o volante, na concentração da seleção, em Istra, perto de Moscou. Matuidi declarou nesta sexta que esta é sua última Copa do Mundo.

Apesar de na vida real as coisas não serem tão fáceis como diz Matuidi, já que o preconceito racial e social é algo histórico e flagrante na França, o fato é que o grupo comandado por Didier Deschamps tem dado mostras de união. Sem frases feitas e de efeito, vários jogadores vêm destacando a amizade formada na seleção que no domingo vai disputar a final da Copa do Mundo contra a Croácia.

"Vivemos bem juntos, isso ajuda a fazer esforços para o companheiro de equipe. Nós nos tornamos uma equipe difícil de ser vencida", afirmou o atacante Antoine Griezmann, francês, neto de um português.

Concentrada, a França diz ter tirado todas as lições possíveis da derrota na final da Eurocopa, há dois anos, para Portugal, em casa. Os próprios atletas reconheceram que houve soberba. Se a dita união francesa dará resultado desta vez, na Copa, o mundo verá a partir das 12h de domingo.

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