Funcionários da Vale poderiam ter poupado vidas, diz juiz; 8 são presos

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Oito funcionários da Vale foram presos nesta sexta-feira, após a Justiça entender que eles tinham conhecimento de riscos na barragem que se rompeu em Brumadinho (MG) em janeiro e que poderiam ter evitado grande número de mortes, segundo decisão judicial que acatou pedido do Ministério Público de Minas Gerais.

Foram decretadas prisões temporárias, pelo prazo de 30 dias, de quatro gerentes da Vale, sendo dois deles executivos, e outros quatro integrantes das respectivas equipes técnicas.

O rompimento da estrutura, que tinha mais de 12 milhões de metros cúbicos de rejeito de minério de ferro, liberou uma onda de lama que soterrou área administrativa e refeitório da Vale, além de atingir mata, rios e comunidades. O episódio vitimou mais de 300 pessoas, dentre mortos e desaparecidos.

Na decisão que determinou a prisão, o juiz Rodrigo Heleno Chaves apontou que aparentemente os empregados presos tinham conhecimento da situação precária da barragem, no primeiro semestre de 2018, e que um antigo funcionário alertou quanto ao fato de que a barragem “não tinha conserto” e que “era para tirar o pessoal todo de lá”.

“Ao que parece, os funcionários da Vale assumiram o risco de produzir o resultado, pois, mesmo diante de novos elementos aptos a demonstrar a situação de emergência... não acionaram o PAEBM (Plano de Ações Emergenciais)”, disse Chaves, na decisão.

“Caso os investigados tivessem optado pelo acionamento do PAEBM, é forçoso concluir que, provavelmente, quase todas as vidas seriam poupadas.”

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